terça-feira, 8 de outubro de 2019

Petição online quer duas Escolas Cívico-Militares em Jequié. Prefeito Sérgio da Gameleira tem até sexta para enviar solicitação

Foto: Arquivo - Jequié passaria a ter  três Colégios Polícia Militar com o pedido do prefeito
Desde a noite desta segunda, 07.out.2019, circula nas redes sociais uma petição online para que o prefeito Sérgio da Gameleira solicite a participação de duas escolas de Jequié no Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, lançado recentemente pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura. As duas vagas a que a Bahia tem direito foram rejeitadas pelo governador Rui Costa, mas o MEC reabriu o prazo até a próxima sexta-feira, dia 11/10, desta vez somente para os municípios.

As escolas beneficiadas serão o Centro Educacional Presidente Médici e o Centro Educacional Ministro Simões Filho, ambas no Joaquim Romão. Juntas, as duas escolas atendem a mais de 1500 alunos.

Para participarem do projeto, as comunidades escolares deverão ser consultadas e aceitar o programa. Após, cabe ao prefeito enviar a solicitação. Isso tem que ocorrer até sexta, 11/10.

Cada escola participante receberá R$ 1 milhão já no próximo ano. Esse valor é 10 vezes mais do que essas escolas receberam nos melhores anos de repasse de recurso federais. O programa tem duração de 2 anos, podendo ser prorrogado por 10 anos.

O autor da petição é o policial militar da Reserva Não Remunerada, James Meira. Ele informa ter ligado para o MEC na tarde de hoje, 07/10. Em conversa com uma das responsáveis pelo Programa, Meira foi informado de que as duas escolas de Jequié de fato estão dentro dos critérios estabelecidos pelo governo federal:

“As escolas devem ter em torno de 500 a 1000 alunos, mas confirmei que esse número é flexível. Devem oferecer Ensino Fundamental II e/ou Ensino Médio. Além disso, precisam estar localizadas em área de vulnerabilidade social e estar com baixo desempenho no Ibeb. Tanto o Médici quanto o Simões se encaixam nos critérios”.

O MEC esclarece no site do prgrama que “os militares não ocuparão cargos dos profissionais da educação previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e outras legislações educacionais”. Na verdade, “o militar atuará, em colaboração, nas áreas de gestão escolar e gestão educacional, a fim de contribuir com a melhoria do ambiente escolar.”

Nas palavras de James Meira, “essa parceria trará resultados incríveis para a comunidade escolar, reforçando os valores cívicos e morais dos alunos, o que resulta em mais aprendizado, dentro da escola, e melhor convivência social nessas comunidades.”