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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

James Meira: " O homem que sem dinheiro, mas com fé, mudou os rumos da política de Jequié"



Texto na integra enviado para a redação do BZM, pela assessoria do segundo colocado nas eleições 2020 em Jequié, James Meira. 

"Uma frase que ficou famosa há alguns anos foi “o gigante acordou”. Tal afirmação se referia ao fato de que as pessoas comuns estavam mais atentas aos acontecimentos políticos e, portanto, estavam mais dispostas a cobrar dos eleitos os resultados prometidos.

Mas não só cobrar como também estavam dispostas a eleger pessoas comprometidas com a boa gestão pública e principalmente com um passado idôneo, visto que na história recente do Brasil raríssimos são os casos de homens públicos que conseguiam casar os dois requisitos.

Foi então que em Jequié nestas eleições de 2020, 27.407 eleitores encontraram ambos os requisitos, compromisso com a gestão pública e passado ilibado, em um soldado de polícia que chegou muito perto de galgar o posto de Prefeito Municipal. O militar da reserva ficou a menos de 3.000 votos do primeiro colocado.

O projeto começou pequeno, e nem poderia ser diferente, visto que quando surgiu a ideia James Meira sequer estava filiado a um partido político, condição fundamental para se concorrer às eleições no Brasil. Este foi o primeiro desafio a ser superado e muitos já não acreditavam que dar este primeiro passo seria possível, mas foi, à custa de muito diálogo com algumas legendas partidárias que estariam ideologicamente alinhadas com o Projeto “Muda Jequié”, conseguiu-se então entrar num consenso com o Patriota.

Dentro do conceito de democracia representativa é muito difícil para um Prefeito governar sem algum tipo de presença na Câmara de Vereadores. Segunda missão: formar uma chapa de candidatos ao Legislativo Municipal. Esta tarefa é ainda mais complexa quando se tem que encontrar mulheres verdadeiramente interessadas pela política para preencher a cota dos 30% exigida em Lei, pois em sua grande maioria o público feminino prefere não se envolver com o assunto; mais uma vez o desafio foi superado.

E então começou a campanha, depois do adiamento das eleições por conta da pandemia do coronavírus a ansiedade estava em alta e os ânimos acirrados, mas mesmo assim as coisas foram acontecendo e muitas das vezes sentiu-se a mão de Deus conduzindo os trabalhos, pois, como lá atrás, surgiram diversos outros desafios que pareciam insuperáveis aos olhos dos homens, mas toda a equipe sabia que para Deus nada seria impossível.

Desacreditado no começo e tido como azarão pelos caciques da política jequieense, James começou a crescer a olhos vistos e a incomodar aqueles que outrora o tratavam apenas como uma pequena pedra no sapato que não chegaria a atrapalhar a corrida dos que já se achavam vencedores. Ocorre que a linha de chegada ainda estava longe e a pequena pedra no sapato começou a virar muralha e quando se tem uma muralha pela frente há basicamente três possibilidades: ficar pelo caminho, saltar o obstáculo ou destruí-la a força.

Àquela altura ninguém queria deixar a disputa e pendurar as chuteiras, era muito tarde para voltar atrás, então pegaram marretas e picaretas e começaram a tentar destruir o obstáculo inesperado com todos os tipos de ataques, inventaram crimes onde não existia, escrutinaram a vida do soldado desde os seus primórdios tentando encontrar algum tipo de ilícito e na falta de algo valioso puseram um verniz de ilicitude em fatos longínquos e completamente superados para, quem sabe, fazer com que a população se convencesse de que seria melhor votar em um candidato indiciado pela Polícia Federal por crimes de fraude a licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa do que em um policial que para sustentar uma família de 6 filhos e esposa resolveu trabalhar demais.

Mas também houve quem tentasse pular o muro.Velhas raposas políticas que tal qual o diabo tentando Jesus durante os 40 dias de provação no deserto, propuseram ao candidato outrora azarão: “Eu te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram entregues e os dou a quem quero. Se, portanto, me adorares, serão tuas todas estas coisas” (Lucas 4,6-7).

James não tinha chegado até ali para literalmente vender sua alma ao diabo, entendia que havia muito mais do que poder envolvido neste projeto, havia a esperança de todo um povo depositada em suas mãos e um nobre coração batendo em seu peito, ao que respondeu ao seu proponente: “Está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás’”.

Entre passeatas, carreatas (a maior da história de Jequié e sem pagar 1 real de gasolina para ninguém), visitas, caminhadas... vinha chegando o grande dia, e com ele a apreensão do resultado, afinal de contas um grupo tão pequeno e com parcos recursos não tinha acesso a pesquisas eleitorais e outros instrumentos que poderiam dizer como estava o desempenho do candidato perante o eleitorado; tudo o que se tinha eram cochichos que virava e mexia alguém trazia de outros grupos políticos.

Mas a resposta das ruas era inegavelmente boa, ou melhor, era excelente. Por onde se passava ouvia-se falar no nome de James Meira, os carros plotados recebiam cumprimentos de outros motoristas demonstrando apoio ao candidato, tudo levava a crer que aquele que a apenas 1 ano antes sequer possuía partido poderia vir a se tornar o prefeito de Jequié. Some-se a isso o fato de que a rejeição ao candidato do governador que supostamente estaria na liderança das pesquisas era muito grande, o que também ocorria a olhos vistos. Estava se formando então a “tempestade perfeita”.

Abertas as urnas o resultado não foi o almejado, mas surpreendeu muitas pessoas e de todo jeito foi uma vitória para o grupo de amadores da política que com todas as limitações tinham tocado a campanha até ali. O soldado de polícia James Meira ficou em segundo lugar superando em quase 10 mil votos outro candidato apoiado por um deputado federal que também se refestelou nos recursos públicos para conduzir a sua campanha.

Do primeiro colocado foram menos de 3 mil votos de diferença, o que muita gente contestou, pois de acordo com os militantes mais fervorosos as ruas demonstravam o contrário e que este resultado apresentado seria fruto de uma fraude eleitoral das mais perversas, tese esta que nunca poderá ser comprovada, visto a impossibilidade de auditoria no sistema de votação da justiça eleitoral brasileira.

Independentemente do resultado das urnas, nestas eleições entrou um homem e saiu um gigante chamado James Meira! As urnas consolidaram 27.407 votos pela mudança, pessoas que disseram não ao que aí está, à velha forma de fazer política, com trocas por cargos, compra de votos, ameaças e diversos outros ardis que todos conhecem muito bem.

Como a democracia é a vontade da maioria, foi feita esta vontade e o candidato do governador ganhou as eleições, pois em que pese a o anseio da mudança ter chegado para muitos, o chicote ainda ameaça o lombo de vários e a fome aperta o estômago de outros tantos, e não é surpresa para ninguém que estes últimos sintam-se obrigados a ceder.

Esta é a breve história da incrível eleição de 2020 em Jequié, onde houve um eleito e um vencedor, pois nem sempre vence aquele que chega primeiro", diz a nota, 







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