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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dia do Meio Ambiente é motivo de pesar no Brasil



O deputado Euclides Fernandes (PDT) apresentou, por ironia, uma Moção de Pesar pela passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, neste dia 05, listando uma série de ações que se registraram no País agredindo o meio ambiente e ceifando centenas de vida, demonstrando que na atualidade não existe nenhum motivo para se comemorar ou aplaudir a passagem desse dia, a exemplo do que acontece em outros países. “No Brasil, particularmente, não há o que se comemorar, a não ser que se queira enaltecer a omissão da maioria dos órgãos e de seus dirigentes responsáveis pela conservação da fauna e flora e proibição de atos que resultem em depredação em todo o País. O Brasil mantém contato ininterrupto com os satélites que registram todas as movimentações no planeta e as enviam no ato. Porém, essas imagens têm servido apenas para apresentação de relatórios comparativos a períodos anteriores sem que se tenha conhecimento de ações imediatas e punitivas para seus autores. E o mais interessante é que todo o madeirame extraído some como num passe de mágica.” Lembrou que entre agosto de 2017 e julho de 2018 o desmatamento da Amazônia registrou um aumento de 13,7%, quando foram suprimidos 7.900 km², o equivalente a mais de cinco vezes a cidade de São Paulo. Somente em janeiro deste ano foram desmatados 108 km², representando um aumento de 54% em relação ao mesmo mês do ano passado. O rio São Francisco sofre, há décadas, intenso processo de degradação de nascentes, de matas ciliares e poluição por todo o seu curso, além de assoreamento do seu leito e de seus afluentes. Essa deterioração afeta diretamente a vazão dos reservatórios da bacia.
A represa de Sobradinho, por exemplo, registra redução drástica de reserva de água, condição que compromete a sustentabilidade hídrica de parte importante do semiárido nordestino. Essa situação pode impactar o abastecimento esperado por meio da transposição do rio São Francisco. E os órgãos responsáveis pela sua preservação continuam omissos, ignorando completamente todos os apelos e revindicações expostos nas mídias nacionais. A sua nascente, na Serra da Canastra, vem sofrendo com desmatamento, o berçário para a reprodução de espécies também sofre com a erosão e entupimento de nascentes e lagoas marginais. O desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao ano anterior, mas, ainda assim, foram desmatados 11.399 hectares. Na semana em que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, Minas Gerais está no primeiro lugar no ranking nacional de devastação da Mata Atlântica e derrubou, em 2017 e 2018, pelo menos 3.379 hectares de área verde. Registrou, ainda o deputado, a situação das barragens criadas pela Vale que romperam ou estão sob o risco de rompimento. Investigações continuam sendo realizadas, mas não há nenhuma conclusão. A mais óbvia é que a ganância e ambição da diretoria da Vale prevaleceu sobre a possibilidade de risco, levando até a se sustentar sobre relatórios falsos para ignorar a possibilidade das tragédias que acabaram acontecendo e ainda ameaçam acontecer em outros locais. Impressionante como de uma hora para outra se conseguiu atestar várias barragens de minas sob o risco de rompimento. Onde estavam os organismos responsáveis pela segurança e manutenção do meio ambiente durante todo esse tempo? Em 2015, a ruptura de vários diques da mineira Samarco, controlada pela Vale e BHP Billiton, causou 19 mortos em Mariana, também em Minas Gerais, e provocou a maior catástrofe ambiental da história do País. “Três barragens da mineradora Vale, localizadas em Minas Gerais, entraram em alerta máximo para risco de rompimento. São elas: a barragem B3/B4, da Mina Mar Azul, na região de Macacos e Nova Lima, e as barragens Forquilha I e Forquilha III, da Mina Fábrica, em Ouro Preto. Todas essas barragens que se romperam e as que estão sob risco de rompimento deveriam colocar os dirigentes gananciosos e ambiciosos enquadrados em crimes dolosos, quando as pessoas têm consciência de que estão colocando vidas alheias sob o risco de morrer e acabam morrendo.” Concluiu.