quinta-feira, 11 de julho de 2019

PHA e a morte da notícia!




Por Joilson Bergher.


Dia desses, recebi um post de duas ou três linhas, aqui, na rede, dando conta du'ma obra, "Sapiens" -,  onde [Harari], "diz quê tudo que é possível de acontecer é natural"! Me lembrei da Maiuêtica Socrática, e também dos Atos dos Apóstolos, onde o Cristo, se recusa a [Ser] o dono da verdade absoluta, mas divide com tais Apóstolos a possibilidade do encontro da verdade... pois bem, a verdade era  esse afeto buscado por esse trabalhador da notícia, PHA. Fazia de seu sarcasmo, desde os anos de 1960, a grande sacada em fazer jornalismo com criatividade, honestidade,  sarcasmo, com foco na notícia investigativa. PHA, ao longo da vida, passou por toda a imprensa nacional, de Revistas, algumas, até ontem, de grande credibilidade, hoje, desprezadas por ele, criticadas por ele, por nós! Tentaram calar a sua voz, emudecer a sua crítica mordaz, ácida, como estão tentando calar a voz de Sêo Lula, calar a voz do Brasil. Não vão conseguir. Emudecer PHA, significa voltar ao paraíso, onde Adão ao ver o paraíso real, simplesmente disse não, preferindo ele mesmo construir a sua ideia de paraíso, construir um mundo ainda que contraditório, mas sendo fiel ao que via, pegava, sentia. PHA, preferiu essa verdade, praticando uma Maiuêtica coletiva, ativa, crítica, sem concessões, atávica! Aos que ficam, alguns acéfalos, estultos,  continuarão a fazer pseudo-jornalismo sem lastro, torpe, apenas causando espasmos, ou gozos fantasmagóricos por dinheiros, a compra ou o pagamento da palavra, das suas consciências criminosas, eliminando, perseguindo pessoas. Assim tem sido em Vitória da Conquista, Jequié, Brumado, Anajé,  Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Feira de Santana, Itabuna, Uberlândia, Porto Alegre... PHA,  "a mãe, o filho, o amigo, o velho, a criança o cantor, o inimigo, o doente, o culpado: ninguém é poupado. A morte traz medo; dá um beijo frio; revela segredos. A morte é o final; o re-encontro; a chegada. Com a morte, aprendemos mais do que quando havia vida somente". Na morte, encontra-se o amor, o afeto, a alegria habitual, que havia sumido...restará a memória, onde os justos seguem a esquerda. A direita há apenas uma batalha: a morte a galope. É impressionante a atualidade de Platão. No [Mito de Er], narrado no Livro X, d'A República - 614b a 621b, há um bom relato, certamente trazido até ele oralmente. No que nos diz respeito o essencial na narrativa é apontar que a injustiça cometida contra o outro será punida severamente numa travessia imunda, impura, sem piedade! Contra a Idiotia instalada no Brasil causando desgostos, a meu juízo, o Ser se torna simultaneamente a verdade, mas também o seu Fim! PHA, não precisou dá um tiro em sua cabeça, foi pragmático e realista. Joilson Bergher, professor na Bahia, nas áreas de,  África, Filosofia, História e Metodologia do Conhecimento Superior.