sábado, 11 de julho de 2020

Jequieense Gabriel Novaes Fagundes descobre uma nova espécie de perereca

Isso mesmo, o jequieense Gabriel Novaes Fagundes, que é filho do professor Rosival Fagundes, em estudo desenvolvido na UESC_Universidade de Santa Cruz em Itabuna-Ilhéus, O artigo foi publicado na revista científica internacional PeerJ.
Uma diversidade conhecida de pererecas do gênero Phyllodytes aumentou rapidamente nos últimos anos, atualmente compreendendo 14 espécies. Recentes trabalhos de campo na Mata Atlântica do estado da Bahia levaram à descoberta de uma nova espécie grande de filoditos, que é aqui descrita com base em múltiplas evidências, incluindo dados morfológicos, acústicos e genéticos. Phyllodytes sp. nov. é uma das maiores espécies do gênero e apresenta imaculado dorso e membros amarelados. A chamada publicitária da espécie é composta de 7 a 31 notas (meio harmônico / meio pulsátil / meio pulsátil) com harmônicos modulados em frequência. Phyllodytes sp. nov. possui um cariótipo de 2n = 22 cromossomos, como também encontrado em outras espécies do gênero. Valores da distância genética do rRNA mitocondrial 16S entre Phyllodytes sp. nov. e seus congêneres variam entre 6,4 e 10,2%. A descrição de outra nova espécie para esse estado reforça a necessidade de mais trabalhos taxonômicos com os filoditos nesta região, que se revelaram uma área prioritária para a pesquisa e conservação desse gênero.
Segundo Guilerme Novaes, "Analisamos espécimes alojados em coleções herpetológicas do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, estado da Bahia, Brasil (MZUESC), Museu de História Natural de Jequié, Coleção Herpetológica, Jequié, estado da Bahia, Brasil (MHNJCH) e Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, estado de São Paulo, Brasil (MZUSP). As amostras examinadas estão listadas no Apêndice 1. Para comparações com Phyllodytes brevirostris, P. edelmoi e P. gyrinaethes, foram utilizados dados disponíveis na literatura (Peixoto & Cruz, 1988; Peixoto, Caramaschi & Freire, 2003). As amostras coletadas para este trabalho foram obtidas sob as licenças IBAMA nº 12920-1 e ICMBIO nº 13708-1 e nº 35068. Esta pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em uso de animais (CEUA-UESC 002/12)". Fonte da Matéria aqui!

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