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domingo, 7 de março de 2021

Dia Internacional da Mulher: Somos muitas, somos todas, somos una. É tudo simples assim!

Em seu livro de contos, “Mulheres de Água”, o escritor e filósofo Gabriel Chalita foi muito feliz ao comparar a alma feminina com o elemento água. Segundo ele, as “mulheres de água”, famosas ou em situação de anonimato, aprenderam a preencher os espaços sociais de tal maneira, que se tornaram indispensáveis à vida, exatamente como o elemento terreno. Como a água, se transformaram em seres extraordinários, com um dom especial para se movimentar, purificar, renovar e saciar, cada uma à sua maneira.

Penso que, a imagem de mulher implícita nas palavras de Chalita merece uma leitura mais atenta, para que se obtenha uma maior compreensão da dimensão mulher, que comparada à água, pode ser “nítida ou fluídas, opaca quando gelo, cristalina ou turva, tranquila ou bravia”, seja qual for seu estado vai se adaptando de acordo com o tempo e espaço, sutilmente deslizando, ocupando gretas, vazios e vãos. Mansa ou ligeiramente ondulada, vai seguindo e alagando planos e baixios. Espraiando-se vai conquistando todo o mundo.

Natureza de implícita beleza, refletida no olhar enigmático repleto dos mais distintos mistérios, segue dando conta do seu destino, nas metrópoles ou lugarejos, em casa, nas empresas ou dupla jornada. Sempre dotada de profunda espiritualidade e intuição, para alcançar todas as dimensões da alma de mulher.

Contemplar a experiência da alma feminina, que em sua manifestação metafísica a tudo transcende, nos força a olhar para dentro de nós mesmas, para a história da criação e a relação mítica existente entre o sagrado e o profano. Um olhar para o passado e futuro simultaneamente.

Acredito que a imagem apropriada de tal experiência, revela as linhas multifacetadas da criação feminina, que vai revelando divas fascinantes, sensíveis, elegantes, incansáveis guerreiras... sim, somos mais!

Somos instantes, somos intensas, somos o infinito! Somos tantas Ritas, Joanas, Lucianas, Claras, Coras e Coralinas... Anas, Conceição, Dulces, Marias e Marianas..

Somos mulheres que aprenderam a transitar entre o antigo, o novo e o eterno. Portanto somos muitas, somos todas... Somos UNA!!!!


Por : Rita Vieira
Licenciada em Letras pela UESB
Professora da Rede Municipal de Jequié

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