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domingo, 23 de janeiro de 2022

Wilson Midlej: COVID-19, ÔNICROM? ROSEVID-22 NELES

Sempre achei que a lógica e o bom senso, a curtíssimo prazo, são mais confiáveis do que os extensos relatórios científicos, na maioria das vezes embasados no experimento e na classificação de resultados, mas muitas vezes, incapazes de convencer os pensadores mais pragmáticos e, por isso mesmo, céticos.

De todo modo, nesse tempo de agora, tive dificuldades de absorver como verdade absoluta, a eficácia de vacinas elaboradas sem a devida maturação, experimentação e avaliação dos resultados.  Ainda mais quando se trata de um antídoto para um vírus de dita manipulação “customizada” em laboratório. É fato que produtores multinacionais se negam a oferecer garantias de resultados ou sequer atestados de conhecimento dos efeitos colaterais, danosos à vida humana.

Tais evidências ainda recebem o agravante de determinações governamentais quanto à obrigatoriedade da inoculação de tais drogas nos organismos das pessoas.

Ainda assim, cedi aos argumentos de familiares e acabei me submetendo às duas doses de uma das vacinas disponibilizada pelo governo estadual. Não obstante a obediência às recomendações sanitárias do meu estado, acabei contraindo o Coronavírus – o famigerado Covid-19.

Aceitei a inusitada situação, o providencial tratamento precoce, preparando-me para o necessário isolamento social, a fim de evitar a propagação do vírus, ao tempo em que intensifiquei exames e procedimentos mesmo antes da manifestação dos sintomas. 

Aproveitei para ler um livro e assistir ao filme que se tornou a obra “Cidadão Kane”, de 1941, lido lá atrás, nos idos de 1967, e o mistério que envolve a última palavra do personagem de Orson Welles ao morrer: Rosebud. 

Pois bem! Assistido por uma equipe médica capixaba, obstinada em salvar vidas, empenhada em orientar os protocolos de tratamento, via online, nos quais se incluíram e se destacaram a atenção e os cuidados  da coordenadora Rosiane Sena, a doutora Rose, que durante 15 dias consecutivos, gravou recomendações, análises, segurança, competência e esperança. Na supervisão diária, solicitava e obtinha resultados de exames, níveis de saturações pulmonares, aferições de pressões arteriais, temperaturas. Do estado do Espírito Santo chegavam ações de prevenção de tromboses, reforços dos sistemas imunológicos, posição de dormir, recomendações de atividades físicas moderadas.... Enfim, comandou, a distância, uma verdadeira parafernália de cuidados e prevenções, a ponto de o tempo ter passado, sem que houvesse agravamento dos quadros, apesar de tratarem-se de pacientes idosos. Sem mistérios, ou últimas palavras, passei a chama-la, muito apropriadamente de “Rosevid-22”, a guerreira.

Mesmo longe da Bahia, das suas práticas, da sua cultura, a dedicada médica deu um show de solidariedade e lucidez, como se fosse uma mestra baiana, numa roda de capoeira, aplicando “ rabo-de-arraia”, “armada”, “banda-de-costa” e “aú-de-rolê”... botando o vírus para fora da roda, cabisbaixo e humilhado.

A doutora Rose nem imagina o que representa a analogia, ou o que seja a têmpera e a serenidade de um mestre de capoeira, ao enfrentar o adversário com equilíbrio e respeito, por saber exatamente do que ambos são capazes. Alô mestre Xaréu, Gildo Alfinete, Itapoan... 

Considerados recuperados, rendemos nossas homenagens a esse anjo capixaba que não poupou esforços para o cumprimento do seu desiderato em benefício ao próximo. Ao me referir à Rose e seus colegas de equipe, estendo, em nível local, os nossos mais especiais agradecimentos ao doutor Elias D’Ávila e suas silenciosas, eficazes e pontuais intervenções, acompanhamento e, sobretudo, amizade fidelíssima. Como dizia, estendemos tais agradecimentos aos amigos que enviaram, diariamente, suas melhores e mais amoráveis energias, dotando nosso ambiente familiar de força, fé e esperança na vitória sobre o temido e obscuro adversário, de natureza ainda hoje desconhecida e com transformações, mutações inusitadas, que alteram todas as previsões dos resultados em curso.

 Como não devo relacionar ou personificar os inúmeros benfeitores, pelo risco de omissão, nomeio e constituo como bastante procurador deste universo de amigos solidários, o mestre batuqueiro Bené Sena, pelas saudações diárias, pelas palavras de incentivo, pelas melodias geniais de músicas como “Amazônia”, de ideologia equivocada sob minha ótica, mas de beleza indiscutível. Muito obrigado, seo Bena. Beijos em Maurílio e Míriam.

De resto, confirmei a descoberta de que a palavra Rosebud pronunciada por Charlie Forster Kane, significa, no português literal “Botão de Rosa”. 

Descobri, também, que Rosevid-22 denomina todos aqueles que, independentemente do carinho dedicado à família, estão determinados a minorar o sofrimento dos seus semelhantes tratando com ciência, bom senso e amor, a todos que atravessarem o seu caminho necessitando de ajuda. Assim, para mim, a doutora Rosiane Sena, ou simplesmente Rose, simboliza a vida cuidada, celebrada, seja na Bahia, no Pará ou em seu estado natal, Rose é luz. Rosevida. Deus seja louvado!

Vou pegar meu boné. Vamos à praia!

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