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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Política Livre: Ecoa na capital da Bahia, que Zé Cocá pode ser vice na chapa de Jaques Wagner (PT)

Apontada como uma dificuldade para manter o grupo governista coeso para a sucessão estadual de outubro, a confirmada ausência do vice-governador João Leão (PP) na chapa com que o senador Jaques Wagner (PT) deve disputar o governo pode, na verdade, funcionar como um desengessamento nas articulações do petista, se tornando mais uma vantagem do que um problema para ele. Wagner já se vê obrigado a trabalhar com a indicação do senador Otto Alencar (PSD) para a vaga ao Senado, atendendo a uma exigência do parceiro para tentar se reeleger que provocou um impasse para acomodar Leão entre eles.

O vice-governador não pode mais concorrer ao mesmo cargo porque já o disputou e o ocupou por duas vezes seguidas, vedação que a lei estende para seu filho, o deputado federal Cacá Leão (PP). Para integrá-lo ao primeiro time da campanha no campo governista, evitando romper o arranjo bem sucedido até aqui, a alternativa seria mover Otto para a vice, lançando Leão ao Senado. Mas o cacique do PSD parece ter tido mais prestígio ou força para impor sua candidatura à reeleição no grupo. A saída para não perder o vice seria compensar sua ausência na chapa com a promessa de cargos no futuro governo, além de outros espaços.

A indicação de um nome de sua preferência à vice e de um conselheiro a um dos Tribunais de Contas, além da negociação da presidência da Assembleia Legislativa na próxima legislatura, aparecem em destaque no virtual pacote de uma negociação para contemplá-lo. Dando sinais de insatisfação com as ofertas, o vice passou a se movimentar na direção de lançar a própria candidatura ao governo, projeto que os deputados do partido rejeitam por considerarem a ideia, além de inviável, capaz de jogá-los para fora de um governo do qual, "apesar dos pesares", aproveitam as benesses.

O desejo da quase totalidade dos parlamentares progressistas é o de que, ao invés de forçar uma operação "vida loca", Leão focasse no que importa, buscasse pressionar Rui a disputar o Senado para assumir nove meses de governo em seu lugar ou então fechasse logo a aliança para 2022 com o governo, nos termos do que foi supostamente proposto até agora, ao invés de potencializar o desgaste que a manutenção da ameaça de concorrer contra Wagner provoca. Quanto ao candidato a governador petista, veria cair em suas mãos a chance para trazer uma liderança nova para a vice, escolhendo quadros dentro do próprio PP.




Seria uma forma de buscar neutralizar os ataques quanto à falta de novidade que uma chapa formada por ele, Otto e o próprio Leão representaria, quesito com que o adversário do DEM, ACM Neto, não precisa se preocupar. Hoje, os nomes que parecem despontar na eventualidade de uma inflexão de Wagner na tentativa de captar o mesmo 'frescor' do concorrente seriam os do prefeito de Jequié, Zé Cocá, e os dos deputados Niltinho e Nelson Leal, secretário de Desenvolvimento Econômico. A pergunta que não quer calar, no entanto, é até quando Leão vai esticar a corda, colocando em risco a aliança com o PT e a participação de seu partido na chapa.

COLUNA:* Raul Monteiro é editor da coluna Raio Laser e do site Política Livre


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