Radares e Câmeras no trânsito de Jequié estão ativados desde o dia 8 maio de 2022

Publicidade

sexta-feira, 29 de abril de 2022

De Aiquara, Marta Rodrigues pode ser segunda deputada federal do PT na Bahia

A vereadora de Salvador, que é irmã do pré-candidato ao governo da Bahia, Jerônimo, acumula experiência de três mandatos no legislativo soteropolitano, além de extensa trajetória no PT, ao lado dos movimentos sociais e na militância pelos direitos humanos 

A vereadora de Salvador e pré-candidata a deputada federal Marta Rodrigues (PT) foi a entrevistada do Programa Jequié Urgente, da Rádio 93FM, na manhã desta sexta-feira (29), pelos apresentadores Marcos Cangussu e Márcio Lima. Nascida em Aiquara, e tendo parte da vida morado em Jequié,  a petista, que  acumula a experiência de três mandatos na capital baiana, três presidências do PT municipal e extensa trajetória na militância e na política, destacou a necessidade de  se ter mais mulheres da Bahia na Câmara Federal combatendo as desigualdades sociais  e defendeu o fortalecimento da agricultura familiar e inclusão produtiva do Território Médio de Rio das Contas, que compõem 16 municípios baianos. 

 “Precisamos de mais mulheres na política para ajudar Lula na retomada do progresso no nosso país, com diversidade e equidade, e esse é um desafio grande. Também precisamos de pessoas comprometidas com as políticas públicas que fortaleçam a agricultura familiar e a inclusão produtiva do território médio de Rio das Contas. E sei disso porque está na minha raiz, meu pai era vaqueiro, minha mãe era costureira, ambos eram agricultores  em Aiquara. Sei  da importância de fortalecer a agricultura familiar, promover assistência técnica, inspeção sanitária municipal, fortalecer as cooperativas, que são formadas por muitas mulheres fortes e guerreiras”, declara.

No legislativo da capital baiana, Marta Rodrigues - irmã do pré-candidato ao governo da Bahia, Jerônimo -, é autora de diversos projetos voltados para  a agricultura familiar e urbana, como concessão de alimentos orgânicos nas escolas e hospitais e indicação à prefeitura de Salvador para a compra de produtos da agricultura familiar. “O objetivo é levar isso também para a Câmara dos Deputados, e lutar por essas políticas públicas”, acrescenta. 

 Se eleita, será a segunda mulher do PT da Bahia a ocupar uma cadeira na Câmara Federal – até então o PT baiano só elegeu a prefeita Moema Gramacho.  Marta explicou, na entrevista, que a sua pré-candidatura foi fruto de uma decisão coletiva da sigla ao lado da  construção com movimentos sociais e disse ter aceitado  o desafio também por entender a urgência de mais mulheres na política. 

 “Um desafio colocado por um partido, por um grupo de pessoas  e pelos movimentos sociais com os quais construímos juntos, para ter um mandato com compromisso com a Bahia, nesse momento de combate a tantos retrocessos do governo Bolsonaro. E o território médio do Rio de Contas, é muito importante para nós, por ter essa toda essa representatividade, a presença da agricultura familiar, da produtividade rural, do senso de coletividade onde as mulheres estão sempre presentes”, disse, ressaltando também a importância de  fortalecer as cooperativas na região. “As cooperativas são instrumentos coletivos fundamentais para o desenvolvimento econômico e inclusão social, com maior produtividade”. 

Histórico - Mulher negra, mãe de três filhos, professora, feminista e antirracista, Marta Rodrigues, chamada também de Martinha, é formada em Letras pela UCSal, especialista em Direitos Humanos pela UNEB e em Políticas Públicas pela UNICAMP. 

Em Salvador, participou de grupos de mulheres e organizações comunitárias enquanto assessora e ex-chefe de gabinete do ex-deputado federal Nelson Pelegrino.  Enquanto professora, ministrou aulas em cursinhos comunitários e foi do Conselho Universitário da Universidade Federal da Bahia. “Depois de três mandatos como vereadora, duas vezes na lideranças da oposição no parlamento, três vezes presidenta do partido em Salvador, aceitei o desafio que me foi imposto. Um desafio, no entanto, que me foi colocado por um partido, por um grupo de pessoas  e pelos movimentos sociais com os quais construímos juntos”, explica.

Nenhum comentário: