Zona rural da região de Florestal está sem sinal da Vivo há 30 dias

Visite nosso Instagram

Artigos



Pessoas apelidadas conforme as suas características físicas


(Texto de @muciotourinho)

"Quando éramos garotos, em Jequié, havia uma infinidade de pessoas apelidadas conforme as suas características físicas, ou comportamentais, que por vezes estes apelidos assumiam as identidades dos seus donos, de tal forma que, de boa parte deles, nem mais se sabiam os seus nomes, sendo conhecidos apenas pelos seus codinomes. Não havia a intensão de fazer “bullying”, pois, por grande parte das vezes, os próprios apelidados assumiam a nova identidade por acharem adequados aos seus perfis.
Alguns acreditavam que se o mundo se acabasse, aqueles que não fossem para o Céu, não precisariam sair de Jequié, pois lá já havia uma sucursal de Belzebu, com os seus representantes locais “Jão” Cão, Fernando Satanás, Engole Cobra, Beto Sujeira, Mário “Rúim”, Serginho Cão,  Zeca Diabo e Juarez Dragão.
Com partes do corpo, em uma só família havia o pai, Boca, e os filhos “Orêa”, Bicudo e Barriga, também tinha Ednaldo Queixão ou Perninha, Nei Pezão, Bocão, Ari Peito Seco, Boca de Simões, Mão, Kirica, Kid Rêgo, Jorge Rolão, mas também, Junior Binguinha. 
Representando o reino animal havia uma grande variedade de espécies: Nico, Gnu, Nilson,Kojak, Galinho, Gatão, Jorge Gambá, Jacaré, Zeca “Muruim“, Foca, Lobão, Rogério Boi, Vaca Leiteira, Cotia, Galo Cego, Caranguejo, Cézar Caçote, Nei Pinto de Granja, Carlinhos Papagaio, Eduardo Corró e Paulo Cavalo.
Com nomes de comida havia, ainda, Waltinho Amendoim, Lucinha Picolé, Zé Bolachinha, Cebolinha, Chuchu, Abobrinha, os Cézares Baurú e Macarrão Dezoito, Pedro Taboca e os irmãos Cuscuz e Xerém.
A variedade de cores e raças era representada por Paulo Amarelo-rosado, Beto Preto, Negão, Crioula e Cau Amarelão.
Tinham, também, os apelidos sem muita explicação, fruto apenas da criatividade dos “amigos” ou de algum fato marcante ocorrido com o sujeito, tais como, Prexete, Mememé, Alemão, Vela, Vonga, Jubinha, Vetamina, Pústula, Meio Quilo, Primo, Amado, Neto Capu, Naculé, Apito, Tucha, Paulinho Poeira, Batman, Pirata, Tampinha,  Gilson Ponteiro, Bolinha, Cuduro, as amigas Nofó, Xebéu, Morninha e Piscuila, e as moradoras do mesmo bairro, Bico e Bolachão, seguindo com Ventilador, Nei Buguelo, Peão, Júlio Biruba, Gazo Cocô, Zé Bubuia, Buduga, e Badega, Luís Bomba, Roque Fumim, Zé Gaveta, Escovinha e Jaime Motorzinho.
Faltaram:
Neto Ameba, Joel Esperma, Laxy, Catu, Jaime Retadim, Gilmar Gatinha e seu irmão Ratinho, Galo Cego, Retete, Marcinho Boca de Lata, Tesca, Caranguejo, Juka Bala, os Capiaus, também eram chamados o povo da Roca na feira de "legítimo tangolomango"!
O fato é que, de alguns eu nunca soube os seus verdadeiros nomes, de outros acabei por esquecer. Todos, de uma forma ou de outra, fizeram parte da história daquela época em Jequié, onde as amizades se multiplicavam nos domingos de piscina no Jequié Tênis Clube, nas tardes na Praça Rui Barbosa, na Avenida Rio Branco nas tardes de domingo, nas noites na esquina do Berimbau ou na escada do Edf. 2 de Julho, no pôr do sol no alto da prefeitura, nas serenatas em frente as casas das meninas, ou na escadaria da igreja regadas a vinhos baratos. Bons tempos aqueles..."

A TRISTE SINA DE JEQUIÉ!!!

 TRÂNSITO: Por Gilberto Lapa

A desorganização é geral:

·         Falta de sinalização para pedestres, quebra molas e placas indicativas de rota;

·         Placas sinalizadoras em locais inviáveis e/ou falta delas em locais necessários;

·         Total descaso as placas de farmácia, carga e descargas e áreas proibidas;

·         Motos estacionam em qualquer lugar, invadem sinais, ultrapassam de qualquer jeito e não respeitam o pedestre.

·         Caminhões transitam em qualquer lugar e há qualquer hora;

·         Estacionamento; A “PEDRA DE CARROS”;

·         Motoristas e condutor de moto despreparados;

·         SUNTRAM? Faz o que mesmo?

 

O transito de Jequié se transformou em um verdadeiro CAOS! Parece que o fluxo gira em torno de interesses particulares com fechamento ou abertura de ruas, sinaleiras sem a devida sincronização, sentido de tráfico errado causando engarrafamentos, principalmente no entorno do Centro de Abastecimento Vicente Grilo (onde os locais para cargas e descargas -com placas- são ocupados, muitas vezes pelos próprios donos /funcionários das lojas), paradas em filas duplas, alto fluxo de caminhões em horário de pico - uma prática corriqueira e generalizada por aqui. 

Precisamos com urgência da ZONA AZUL, a transferência do local, PEDRA DE CARRO, para o espaço em frente ao aeroporto, a retirada sistemática de camelôs em qualquer lugar que não sejam nas feiras ou espaços dirigidos para isso. Motos estacionadas em qualquer lugar e, muitas vezes, uma só moto ocupando uma vaga para carro. Os verdadeiros moto taxistas sofrem com a aparição de qualquer motoqueiro se dizendo moto taxis, porque? Os moto taxis deveriam ser qualificados aos mesmos moldes dos taxis normais e quem não tivessem as devidas credenciais não deveriam fazer uso desse meio de transportes 

Como é que se paga multa em um trânsito totalmente desorganizado? A SUNTRAM serve para que mesmo? Para multar/extorquir? 

O fluxo de tráfico totalmente desapropriados, principalmente na praça da Bandeira, Franz Gedeon, Centro de abastecimento Vicente Grilo, fechamento da rua do Itajubá Hotel e entrada e saída da ponte do Mandacaru. Agora com mais uma ponte sendo construída no lugar errado é que vai piorar mais ainda o fluxo na saída do Jequiezinho e do próprio Mandacaru. 

POBRE JEQUIÉ! EM ESTADO AGONIZANTE POR OPÇÃO DE 30% DOS ELEITORES DESAVISADOS OU PARTICIPANTES ATIVOS DESSE GRUPO QUE VEM DESTRUINDO NOSSA CIDADE...



 Nívia Maria Vasconcellos lança e-book e audiobook de poesias Cãibra de Nó

Com transmissão via Youtube, lançamento será em 26/03, às 19h


A poeta, ficcionista, declamadora e letrista feirense Nívia Maria Vasconcellos vai lançar, no dia 26/03, às 19h, por meio de transmissão em seu canal Youtube, o e-book e audiobook de poesias Cãibra de Nó. Com 57 poemas, escritos entre 2014 e 2020, a publicação também ganhará uma versão impressa em breve, pela editora Sapatilha de Arame. O livro, ilustrado por Ana Noronha, revisado por Esmeralda Barbosa Cravançola e com edição de Bruna Teixeira, faz parte do projeto Cãibra de Nó, selecionado pelo Prêmio Jorge Portugal, produzido apenas por mulheres – 11 no total. O lançamento terá a participação especial das cantoras Danny Nascimento, responsável pela trilha do audiobook, e Dayane Sampaio, que assina a produção executiva do projeto. Quem participar do lançamento terá acesso gratuito ao e-book e audiobook.


Em Cãibra de Nó, o ponto fulcral é ter o corpo humano como a linha que atravessa todo o livro – “vísceras”, “músculo”, “garganta” são algumas das terminologias que permeiam os poemas. “Cãibra de nó nada mais é do que uma dor física, como toda dor que o corpo sente, ela é ambivalente, como o próprio livro. Ambivalente, porque essa mesma dor que faz sofrer é um sinal de que algo deve ser feito para haver mudança”, explica a autora, que avalia a obra como um ponto de inflexão na própria carreira literária.


Segundo Nívia, os seus demais livros publicados – “Invisibilidade”, “Para não suicidar”, “Escondedouro do amor”, “A Morte da Amada” – eram mais metafísicos. “Eles ficavam mais no campo de uma abstração, de uma reflexão, da não concretude. Já em Cãibra de Nó, eu consigo alcançar uma materialidade maior, a carne que pulsa. Nele, o poema é corpo”, analisa. Por isso, é um livro com mais substantivo concreto, palpável, poucas rimas, calcando-se, como aponta a poeta, no mesmo no ritmo corporal. “É a minha grande aventura, uma poética nova, que se apresentou para mim de forma muito inesperada, sentida, mas, ao mesmo tempo, é pensada racionalmente, escrita e reescrita”, revela.


Para a jornalista e escritora soteropolitana Kátia Borges, que assina o texto de apresentação do livro, em Cãibra de Nó a poeta “oferece ao leitor a chance de experenciar outros percursos líricos de reconhecimento de si. Trata-se, sobretudo, da perplexidade diante daquilo que em nós é carne e dos limites, tantas vezes marcados pela violência, dos nossos corpos em interação com o mundo”. Kátia classifica Nívia Maria Vasconcellos como uma das principais vozes literárias da Bahia.


Cãibra de Nó tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.


SOBRE A AUTORA
Além do Cãibra de Nó, Nívia Maria Vasconcellos publicou os livros Invisibilidade (MAC), Para não suicidar (Littera), Escondedouro do amor (Prêmio CDL de Literatura 2008-FSA), A morte da amada (Mondrongo) e A paixão dos suicidas (Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano II/FGM-SSA). Lançou o disco A Vênus de Willendorf com o grupo literomusical Mousikê. Tem poemas publicados na Coletânea Prêmio Off Flip (Selo Off Flip-RJ) e nas antologias Arcos de Mercúrio (DiaboA4), Sétimo Aeon (Baile Surrealista), Cantares de Arrumação (Mondrongo), Tudo no mínimo (Mondrongo), Estranha Beleza (Mondrongo), Antifascistas (Mondrongo) e organizou a coletânea de poetas Descuidosa de sua beleza (Mondrongo). É doutora em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura da Universidade Federal da Bahia (UFBA).




SERVIÇO
O quê? Lançamento do e-book e do audiobook Cãibra de Nó, de Nívia Maria Vasconcellos
Quando? 26/03, às 19h
Onde? Canal Nívia Maria Vasconcellos no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCI3WxC15kjdwvyGDCWIwRIw)


Quanto? GratuitoSomos da Terra, Vênus ou ... Marte?


Por Rita Vieira

Somos da Terra, de Vênus ou Marte? A questão não é simples assim! Isto porque, pertencemos a um universo infinitamente maior chamado Mulher. Há quem acredite por aí, que os homens são de Marte e, nós mulheres, de Vênus. Divergências de lado, a verdade é que quase nunca paramos para refletir sobre o caráter universal de nossa gênese. Talvez por causa da imensa vastidão do espaço intergaláctico a que pertencemos, repleto de energia vital convergida em abraço, colo, força, luz, sabedoria, determinação, sensibilidade e muita coragem.
Dentro de uma perspectiva cósmica, nos transformamos em preciosas galáxias, cujo ventre é capaz de sustentar a existência humana. Por natureza aprendemos a lidar com o tempo, espaço, lutas e conquistas, orbitando sempre em movimento elíptico, por entre as linhas tênues e contraditórias, traçadas pela razão e emoção.
Sim, somos da Terra, de vênus, Marte... Somos de toda Via Láctea! Tal como Gaia, a Mãe-Terra, nos transformamos em elementos primordiais e latentes de potencialidade geradora.
Herdamos a coragem, força e determinação de Mercúrio. Fomos agraciadas pela beleza, sensibilidade e o amor representados por Vênus. O nosso poder comunicativo e dinâmico? Ah! Com certeza é de Marte.
Nossa irreverência é de Júpiter e a humildade de Plutão. A intuição é sideral, algumas vezes lunática, mas sempre com a capacidade de iluminação solar. Aprendemos a usar os anéis de Saturno para enfrentar as mudanças e, com a serenidade azul do véu de Netuno, estamos tentando nos adaptar ao novo todo.
Somos filhas altivas dessa essência universal, cuja natureza originou a nossa riqueza maior: o orgulho de Ser Mulher!
Nossa homenagem a todas as mulheres universais.

A TRISTE SINA DE JEQUIÉ!!!





Capítulo 1 – AUDIÇÃO...



LEI Nº 1474, EM 31 DE DEZEMBRO DE 1998.

De acordo com a lei é proibido perturbar o sossego e o bem-estar público com ruídos, vibrações, sons excessivos e incômodos de qualquer natureza produzidos por qualquer forma que contrariem os níveis máximos de intensidade fixados por lei, ou seja, no período noturno são permitidos apenas 60 decibéis.

É notório o descaso da Vigilância Ambiental, Policia Militar e a falta de educação e respeito (dos causadores dessas mazelas), com relação aos desmandos sonoros em Jequié:

1- Motocicletas com descargas abertas e com descargas originais de fábrica (essas dependem do piloto);

2- Carros de propaganda que não respeitam as paradas, hospitais e horários;

3- Sonorização em lojas. Algumas impraticáveis até de conversar com os vendedores;

4- Bares, restaurantes, trailers, academias, casas residenciais, igrejas...

5- E por fim... o pior de todos: CARROS PARTICULARES COM SONORIZAÇÃO.

Existem verdadeiras torres de som, outros com o bagageiro cheios de caixa de sons e diversos formatos prontos para emitir sons altíssimos e, pasmem, com músicas da pior qualidade. Essas pessoas não tem o menor respeito com o cidadão. É fato o direito deles ouvirem o som na altura que quiserem e, evidentemente, ficarem surdos por isso! Mas que ouçam seu som nas fazendas e/ou em lugares com pelo menos 10 km de distância de qualquer ser humano que não estejam no grupo de audição.

Em cidades do sul, o simples fatos de um motorista ouvir o som de um outro carro parado no sinal é motivo para multas e apreensão do aparelho emissor.

Carros rodam a cidade altas horas da noite em altíssima execução de seus sons e ai, imaginamos que estão drogados ou bêbados ou não respeitam ninguém. Neste momento não existe policiamento (mesmo sendo avisados), não tem fiscais do meio ambiente (que recém altos salários para essa vigilância) e nós? A deriva em uma CIDADE SEM LEI E SEM GOVERNO, como já vem acontecendo há mais de 30 anos.



POBRE JEQUIÉ! EM ESTADO AGONIZANTE POR OPÇÃO DE 30% DOS ELEITORES DESAVISADOS OU PARTICIPANTES ATIVO DESSE GRUPO QUE VEM DESTRUINDO NOSSA CIDADE...

Texto: Gilberto Lapa- Administrador

 

 “BAIANÃO” CONTINUARÁ VIVO NA MEMORIA DO POVO DE JEQUIÉ





-José Américo Castro-

O Botafogo indo para a segunda divisão e “Baianão” subindo aos céus do folclore jequieense. Estrela cadente, estrela ascendente, luz que brilha, gente que se eterniza.
Zé Cocá um dia passará, dirá “tô fraco, tô fraco... Entrará no esquecimento do povo, mas “Baianão” ficará, ingressará no imaginário das futuras gerações, será sempre lembrado na Cidade Sol e adjacências.
Definitivamente ele estará brilhando na mesma constelação em que cintilam Guito Guigó, Balbino, com seu casaco de general, Klimério Keller, Miria Bracim, Wilson Novaes, o poeta, Luiz Cotrim, o poeta dourado e tantos outros que se eternizam na condição de lendários, pelo forte legado da autenticidade, por serem diferenciados.
Wali Salomão, decerto, encontrou neles a inspiração necessária para a sua genial irreverencia.
Os causos de “Baianão” continuarão sendo contados de pai para filho, nas rodas de amigos, nas esquinas, nos livros. Provocarão risos e reflexões. Ganharão estudos nas universidades pela universalidade dos seus conteúdos.
Gostaria de tê-lo conhecido, entrevistado, conversado durante longo tempo. Seriam momentos de enriquecimento, mais conhecimento da história popular de Jequié, lugar que eu tanto admiro pela diversidade cultural, pela arte, pelos amigos queridos, por ser banhado pelo Rio de Contas, do mesmo jeito que é, minha terra, Ipiaú.
Os Borges, os Lomantos e outros tantos maiorais, são pequenos diante da grandeza daqueles que entraram na história pelo folclore. Eduardo Corró que o diga.
José Celestino, o popular “Baianão”, 88 anos, era funcionário municipal aposentado e teve intensa participação no futebol amador de Jequié. Foi administrador do saudoso Estádio Aníbal Brito e, com certeza, vibrou muito quando, no ano de 1965, o Botafogo, reforçado por craques do futebol ipiaúense, conquistou o título municipal após vencer o poderoso Flamengo.
Muitas alegrias “Baianão” também teve com glorioso Botafogo carioca nos tempos de Garrincha, Manga, Nilton Santos, Zagalo , Amarildo, Rildo e outras feras.
Morador do bairro Jequiezinho, “Baianão era casado com dona Dalva, nome inspirado na estrela matutina, com quem constituiu uma honrada descendência. Antes de trabalhar na Prefeitura, exerceu a atividade de “fateiro”, fez carregos na Feira da Praça da Bandeira, exerceu tudo com dignidade e sempre buscava ser verdadeiro.
Não mandava recados, dizia “na tampa da lata”, cara a cara com quem tava precisando ouvir. Soube ser solidário e amigo. Quando ganhava uma eleição, e foram muitas, empunhava a espingarda e dizia que ia caçar “jacu”.
Depois de um longo tempo de internamento nas unidades hospitalares de Jequié, devido a problemas pulmonares, “Baianão” faleceu na madrugada da última quinta-feira, 21, no Hospital Santa Helena. Às 17 horas do mesmo dia seu corpo foi sepultado no cemitério São Lazaro no Jequiezinho.
No peito a “Estrela Solitária” que continua brilhando na imensidão da sua lembrança.



Impeachment ou Greve Geral?

 



O que está em jogo é a vida da população brasileira. Não dá pra pedir benevolência ao futuro presidente Mourão. O impeachment só é melhor do que o nada. Fora isso, é a pior posição que nós poderíamos tomar. 

Enquanto nós aguardamos o parlamento receber o 57º pedido de impedimento do presidente, o primeiro aguarda análise há 674 dias. Foi o pedido da artista plástica e advogada Diva Maria, quando Bolsonaro publicou vídeo, segundo ela, pornográfico no Twitter relacionado ao “goldenshower. Cinquenta e sete são quase duas placas de ovos, dessas vendidas em Salvador por R$ 10. Duas placas cheias de pedidos de afastamento do presidente da república (caixa baixa mesmo).

Desculpe desanimar, mas a grande maioria dos que decidem sobre pedidos como esse, não está do lado da classe trabalhadora. Com ou sem impedimento continuará a reforma trabalhista, o teto dos gastos, a reforma previdenciária, a terceirização irrestrita do Estado, as privatizações, a segregação racial e a destruição do meio ambiente.

Mas, pior que isso, o impedimento de Bolsonaro, validado pelo Congresso Nacional, tornará legítima ao parlamento a reabertura do caminho para a reforma do Sistema Administrativo Brasileiro combinado com a reforma tributária tão esperada pelos industriais. Feito isso, teremos o Marco Regulatório do Feudalismo no Brasil pós-pandemia.

Em países sérios, toda essa “equipe de governo” estaria presa neste momento. Pela vacina, pelo oxigênio, pela Ford, pelo petróleo, pela carne, pela Amazônia, pelo racismo... A Greve Geral tem que repercutir no mundo inteiro para a prisão de toda essa turma mas, mais que isso: transformar as relações entre nações e capital.

Deixa eu fazer uma segunda pergunta: Se você tivesse 7 trilhões de dólares na sua conta, que mal faria ajudar a salvar uma vida? Pois bem, guarde esse número.

Precisamos entender como estão se dando as relações entre o Estado Brasileiro e os capitalistas, tanto brasileiros como internacionais. Essa galera não está de brincadeira.

Veja o exemplo da norte americana Ford que tirou a comida de 5.000 famílias brasileiras no pico da pandemia com o tempo de um clique no ENTER. Para além do demônio que assumiu o país, o exemplo da Ford mostra como o capital assumiu, no Brasil, sua feição mais desumana. E seria assim com qualquer outra. O golpe que trouxe esse canalha a chefe supremo da república foi financiado por eles, aparelhando os espaços no judiciário, no governo, no parlamento e nas empresas estatais, com ultraliberais discípulos da Universidade de Chicago, que encontraram no fascismo de Bolsonaro uma “ponte para o futuro”, como dizia Temer. A ponte garante o futuro deles e do seu patrimônio. Essa é a liberdade dada ao empresário, ao industrial. Tomaram conta de tudo, desde as telecomunicações, a educação, o esporte, o comércio, a indústria, a energia.

Se tivéssemos um STF comprometido com a Constituição Brasileira, a função social dos contratos, da propriedade privada, da dignidade da pessoa humana serviria nesse momento, porque uma empresa relevante como a Ford não poderia escolher brincar de dar emprego e, no momento em que o Estado mais precisa de parceria, simplesmente sair sem fechar a porta, não pra voltar, mas para que outras saiam. Essa liberdade, para além da Carta Maior, foi dada e está sendo usada. O Carrefour faria a mesma coisa, não para nos proteger do seu racismo, mas para se proteger enquanto “máquina de lucro”.

Veja o caso da indústria de petróleo. Com a providencial Operação Lava Jato e as reformas legislativas, os capitalistas internacionais se apossaram e estão, cada vez mais, tomando conta das nossas reservas, e o que está acontecendo? Sobe o preço do item mais emblemático para o país, o gás de cozinha. Aí o empresariado do setor vai ao CADE pra obrigar a Petrobras a aumentar ainda mais o preço dos combustíveis porque não consegue importar. Ora! Importar?

Eu vou explicar novamente. Os importadores de combustíveis, por meio da ABICOM, alegam que não conseguem importar combustível porque a Petrobras pratica um preço muito baixo. Esse baixo que, para nós, é até R$ 105 no botijão de gás e R$ 5 no litro de gasolina.

Quem são essas pessoas? Você acha que esse sadismo vai acabar com Mourão ou com qualquer um deles? Como alguém tem a audácia de propor substituir a produção nacional de combustíveis que gera emprego, renda e desenvolvimento para o Brasil pela importação, gerando em outro país todo desenvolvimento, e lucrar com isso? Essa pergunta já seria feita num outro momento, mas mexer nisso durante a pandemia, só pode ser um genocida.

A Ford colocou um FAQ na sua página por esses dias. Lá, ela responde as próprias perguntas e a primeira diz assim:

Ford: A Ford está saindo do Brasil?
Ford: Não, a Ford continua comprometida com os clientes no Brasil e na América do Sul com um modelo de negócios ágil e sustentável baseado em uma linha de veículos icônicos, conectividade e eletrificação. A Ford estará ativamente presente no Brasil atendendo seus clientes com um portfólio de SUVs, picapes e veículos comerciais modernos e conectados.

A sociedade brasileira continua servindo, mas como mercado consumidor (cada vez menor com as reformas), como se nada tivesse acontecido. E ela não está sozinha. A Ford uma das 181 maiores empresas dos EUA que compõe a Business Roundtable (BR) ejuntas faturam US$ 7 trilhões/ano. Sabe o que eles fizeram agora nos EUA? Boicotaram o financiamento de campanha daqueles que se opuseram ao Joe Biden. Dentre as boicotadoras estão a Dow Química, BP, ExxonMobil, Shell, Facebook, Microsoft, Google, Apple, Amazon, GM, Walmart e, a Ford.

Em 19 de outubro de 2019 a Business Roundtable lançou um manifesto que foi assinado pelos 181 CEO`s. Lá, eles repetem o discurso que permeia a universidade de Paulo Guedes: de que precisam atender aos anseios dos acionistas, clientes, comunidades, fornecedores e funcionários, mas que, diferente do pensamento desses romancistas do capital, o acionista deveria ficar na última posição e não na primeira.

Se você acessar o site da businessroundtable.org vai ler a seguinte mensagem sobre o lançamento do manifesto:

“Esta é uma notícia tremenda porque é mais crítico do que nunca que as empresas no século 21 estejam focadas em gerar valor de longo prazo para todas as partes interessadas e enfrentar os desafios que enfrentamos, o que resultará em prosperidade compartilhada e sustentabilidade para os negócios e a sociedade ”Disse Darren Walker, Presidente da Fundação Ford. (tradução do GOOGLE)

Tente encontrar qualquer parte dessa declaração na ação recente da Ford no Brasil. Não vai achar.

Há seis meses esse colosso empresarial emitiu relatório, após o enforcamento de George Floyd, recomendando ações de combate ao racismo. “São nossos funcionários, clientes e comunidades que estão clamando por mudanças estamos ouvindo e – o mais importante – estamos agindo”, disse o presidente da BR, Doug McMillon, que também é presidente do Walmart. Parece um predestinado, já nasceu com o sobrenome McMillion. Lembre-se que o grupo americano Walmart comprou a rede brasileira Bompreço do empresário sergipano João Carlos Paes Mendonça, que também vendeu o Hipercard para o Itaú Unibanco, maior conglomerado financeiro do hemisfério sul. Ou seja, o varejo brasileiro não é brasileiro, é dominado pelaWalmart americana e pela francesa Carrefour. Lembra daquele papo de globalização? Como disse Eduardo Galeano o Brasil se especializou em perder.

Pois bem. Como o BR quer combater o racismo tendo uma de suas empresas demitindo cinco mil pretos e pretas no Brasil para gerar emprego na Argentina que tem, em 6% da população, traços negros em sua genes? Eles querem essa liberdade de mentir, de possuir, discriminar, tirar todo o sangue e depois largar aí. Farão a mesma coisa com os nossos irmãos do sul quando quiserem. Isso não é problema para nenhuma dessas empresas que compõe o Business Roundtable. São experientes em trazer retorno para os acionistas tirando da sociedade em mercados como o Brasil.

Quando te falarem de impeachment lembre-se da Grande Recessão provocada pelo banco Lehman Brothers em 2008. Uma ambição levada ao extremo promovida pela desregulamentação do sistema financeiro norte americano, justamente o que querem fazer com as reformas administrativa e tributária. Estudo do EconomicPolicyInstitute feito nos Estados Unidos mostrou que a remuneração média dos CEOs no país teve uma alta de 940% de 1978 a 2018, contra o aumento de apenas 12% na renda de um trabalhador americano comum no período. Os EUA usaram os princípios sociológicos de Chicago que diz que a economia só anda bem com liberdade. Você entende que tá tudo muito solto? Onde o impeachment vai mudar isso?

Enquanto escrevo este artigo, aviões estão transportando pacientes de COVID de Manaus para outros estados, a ex-senadora Vanessa Grazziotin divulga um vídeo chorando pelo desespero do povo amazonense, a Venezuela oferece ajuda humanitária, mas a indústria de gases como o oxigênio que falta no Amazonas vai bem, obrigado. Quantos seres humanos você acha que salva com a presidência do Mourão? Que mal faria aos capitalistas e a Mourão uma Amazônia sem povo?

Você se lembra do carnaval do Rio em 2017, quando um carro alegórico da Paraíso do Tuiuti atropelou e prensou 20 pessoas e em outro acidente, também na Sapucaí, um carro da Unidos da Tijuca despencou com 12 pessoas? O jornalista André Trigueiro chegou a dizer ao vivo, na Globo News, que as vítimas da Unidos da Tijuca atrapalharam o desfile. André resume bem a visão empresarial desse grupo: tire sua vida da frente que eu quero passar.


A Shell tomou conta da Nigéria há 60 anos por causa da vasta reserva de petróleo, e o que acontece? A Nigéria é um dos países mais pobres do mundo. E quem atrapalha os negócios na Nigéria é enforcado como Ken Saro Wiwa. Tire sua vida da frente que eu quero passar com meu subdesenvolvimento...

Se daqui a 50 anos alguém comentar ou ler algum livro sobre uma reunião no Brasil, ao vivo, com as maiores petroleiras do mundo, em junho de 2020, irão dizer: “Ufa, o industrial se juntou pra resolver a pandemia”. Só que não. Vieram falar de negócios e do “Custo Brasil” para a entrada de players internacionais. Tirem suas leis da frente que eu quero passar com meus negócios.

Mourão não vai mudar nada disso. O que interessa ao Brasil é a Soberania, a Dignidade da Pessoa Humana, a função social do contrato, da propriedade privada. Precisamos revogar a reforma trabalhista, o teto de gasto, a previdência, a terceirização, a privatização do estado brasileiro. Precisamos impedir as futuras reformas administrativa e a tributária que o impeachment de Bolsonaro só vai legitimar.

Impeachment é uma farsa, como o capitalista quer. O impeachment de Dilma foi a narrativa da direita contra a esquerda e hojeé a narrativa da direita contra a extrema direita. É a narrativa do capital contra a incerteza do fascismo.

Não estamos corrigindo um milímetro do curso da nação. Só mudaremos a cara do mesmo lobo que ataca o Brasil, o capital. Quanto a nós? Precisamos sair da frente, porque eles querem passar, e estão chegando pela Amazônia.

Jailton Andrade é petroleiro, advogado, criador e produtor do programa Debate Petroleiro, que acontece  sempre às terças-feiras, às 21h, nos canais do YouTube e do Facebook

 

Sêo Genival Lacerda


É importante nós brasileiros do Nordeste ver em Sêo Genival Lacerda, um dos últimos dos grandes gênios dessa Música Popular Brasileira, o forró. "Nascido de influências européias e africanas na música brasileira o forró como estilo musical originou-se do baião uma dança e canto típico do nordeste. Inicialmente era o nome de uma festa onde animada com muitas danças e melodias tocadas em violas. Este gênero musical, que era restrito ao sertão nordestino, passou a ser conhecido em todo o Brasil por intermédio do cantor e sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga, que passou a tocar o baião com sanfona, zabumba e triângulo, inserindo arranjos, letra e toda a orquestração sertaneja, criando e difundindo o baião como música inteira. Devido a sua riqueza de elementos o forró ganhou diversas variações de ritmos por todo o Brasil, ritmos estes que têm suas referências tanto nos salões aristocráticos da alta regência do século XIX, como o xote, quanto do início da década de 20 e outro ritmo que nasceu entre a caatinga e o calor do sertão pernambucano: o xaxado Todos estes ritmos se modificaram com o passar dos anos". Na outra ponta, o que se conhece de indústria cultural cria um modelo para ser consumido pela massa desprovida de conhecimento, para segundo esses "incentivadores", era preciso não se entediar com os mesmos elementos existentes nas bandas de forro bombardeadas com a rotatividade dos ditos sucessos delas próprias. É uma roda gigante onde mudam os atores desse produto, preservando algum conteúdo numa estratégia criada por empresários, a exemplo de Emanuel Gurgel, de Fortaleza, e a sua empresa Mastruz com Leite/Somzoom-Produções, talvez um acordo, por uma necessidade criada com esse negócio de nome pomposo - "Forró estilizado" fabricado "fora da mídia, através do rádio, com todos os traços do capitalismo", onde o forró antes uma representação da cultura nordestina, pra esses degradado para tornar-se uma cultura mais simplificada e "perecível", transformando-se num produto da indústria de uso diverso. A arte do forró foi adaptada pela indústria cultural, reduzida a um público descartável, que ao meu juízo, apenas contribui para a degradação dessa cultura, o forró, do qual acabamos de perder, Sêo Genival Lacerda!🎚️💡☘️ Joilson Bergher, professor.


A COSIP era inevitável


A Contribuição de Iluminação Pública, conhecida em Jequié como COSIP era algo que os governantes não poderiam mais evitar.


Por meio da Resolução nº 414/2010 da ANEEL, a compra de materiais relativos a iluminação pública passaria para os municípios. Existia uma jurisprudência para que esta transferência de responsabilidade fosse rejeitada pelos municípios, que tinham o prazo até o ano de 2015 para rejeitar ou não. Em buscas na internet, você encontrará apenas 4 municípios paulistas que ainda permaneciam com processos no Supremo Tribunal Federal STF, contrários à essa resolução.


Em Jequié, a gestora a época que caducou esse prazo, era Tânia Britto. Cabia a ela lutar para que Jequié não tivesse que assumir esse problema.


Lendo a lei que criou a COSIP em Jequié, vemos que tem faixa de isenção e os valores que serão pagos pelos contribuintes está entre R$5 a R$30 reais, variando de acordo com a modalidade física, jurídica, comercial. Talvez a escolha pelo momento em aprovar tenha sido errôneo, afinal estamos no meio de uma pandemia e muitas empresas estão cortando despesas com funcionários e muitos comércios fechados, mas a culpa não é dos que aprovaram a lei. É de quem não lutou para evitar que a cidade chegasse a esse ponto.


Um ex-presidente americano (não recordo agora o nome, a memória já não é a mesma) disse que: "Na vida duas coisas são certas, uma é a morte e a outra são os impostos". Em qualquer regime governamental, o cidadão irá pagar impostos, o que Podemos fazer é fiscalizar e cobrar para que estes impostos sejam convertidos em serviços para o povo.


#FaelTevez

A GENTE PASSARINHO. ELES PASSARÃO. Acredite! 



Minhas experiências nesta pandemia me renderam novas e boas amizades, uma grande mudança de ciclo e uma maravilhosa e inspiradora descoberta. Entendedores entenderão. E, porque o tempo tem sido o meu maior aliado, escolhi esse vídeo compartilhado por meu colega querido Albenísio Fonseca, interpretado pela estrela encantada Nicette Bruno, para representar a minha mensagem de Feliz Vida Nova para todas e todos, que por aqui estiveram: "...Tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família, só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando..."

Vivemos um ano tão atípico... Foram tantas perdas, dores, transformações. A vida mudou, nossos olhares mudaram; nossas perspectivas, também. Como imaginar que ficaria tudo tão diferente? Mas, eu ganhei um presente: Você! Foi maravilhoso curtir a sua companhia virtual em tantos momentos... Você nem sabe o quanto me ajudou a transformar a minha pandemia pessoal num oceano de possibilidades. Aprendi a ouvir, a me posicionar, a me concentrar, a criar... Só não aprendi a fazer lives e a falar em ligações de vídeo. Na verdade, não curto mesmo! Prefiro ver, sentir e intuir o outro. É que quando estou ali, na tela, me desconcentro, e não consigo ser eu mesma. Mas, essa parte diante de tantas outras que descobrimos juntxs é tão insignificante, né? O que vale é que você fez o que mais gostava e eu também. Fomos amigxs e gritamos #LulaLivre, #Lula2022, #LulaLive, #AnulaSTF, #ForaBolsonaro, #ForaDesgoverno, #ForaFamilícia, #VidasNegrasImportam, #FiqueEmCasa, #VaiPassar e #VacinaJá. Será que esqueci alguma hashtag?

Em 2021, eu desejo que o sol vá até você, te cubra de luz e te proteja para que nenhum mal chegue a tua tenda. O sol é a metáfora da luz para que você veja claramente os perigos que te rodeiam e possa se proteger. Até lá, use máscara, lave as mãos, use álcool – com moderação – e não aglomere. Se precisar, eu estarei aqui. Minhas orações vão continuar. Você é muito especial e tem um lugar reservado no meu coração.

Obrigada por sua companhia, por sua amizade, por sua parceria. E se eu morrer amanhã, a vida já vai ter valido a pena porque eu te conheci.

Ah! É sempre bom lembrar os ensinamentos de Jesus: “Ama ao próximo como a ti mesmo” e de Buda: “Você só perde aquilo a que se apega”.

Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há! 

Feliz Natal! Feliz Vida Nova! 

Martha Ribeiro 


Trechos do livro "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo.



"Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema...
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível.
Às vezes, dá até vontade de desistir...
Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulano sai o mais inteligente de todos.
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.
Sicrano, quem diria?
Solou, endureceu, murchou antes do tempo.
Esse, o mais generoso, farto, abundante.
Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe.
Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais batalhadora de todas...
Já estão aí? Todos? Ótimo!
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: Temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: É um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível.
Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: É preciso ter boa mão, ser profissional.
Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte.
As vezes o ídolo da família, o bonzinho, o bola cheia que sempre ajudou, azedou a comida só porque meteu a colher.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem!
Tudo ilusão!
Família é afinidade, é à Moda da Casa.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança.
O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.
Se puder saborear, saboreie.
Não ligue para etiquetas.
Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!
Família:
Feliz quem tem e sabe curtir, aproveitar e valorizar..."
Família, projeto de Deus
Então...
Amem-se, Perdoem -se, Aceitem-se, Tolerem-se e vivam como se hoje fosse o último dia que você vai estar com a sua família!
Família, privilégio pra quem a tem!

 Congresso dos Trabalhadores da Saúde precisa Continuar


CONTINUAR construindo a nossa história - Olá trabalhadores da Saúde do Estado da Bahia, no intervalo de a cada três anos, se realiza o Congresso dos Trabalhadores da saúde, a cargo do SindSaúde- Bahia, entidade que existe a exatos 31 anos, e que em 2020, nos dias 21 e 22 de dezembro, esteve reunidos em um Hotel de Salvador com seus diversos filiados e delegados dialogando, debatendo, propondo, diagnosticando ações que disseram respeito a saúde no Estado da Bahia. Continuar construindo a nossa história, foi o tema dos debates nesse congresso. E o diagnóstico não foi bom, exigindo um remédio para curar a doença, o vírus que se colocou na entrada do Estado querendo impedir que os trabalhadores apresentem a cura.
O diagnóstico feito pelo SindSaúde-Bahia capitaneado pelos trabalhadores presentes ao congresso diz que o governo da Bahia desenvolve ações que lembram em muito as ações deletérias do governo federal, insistindo na política de achaque aos trabalhadores, que tem reclamado de pressões do governo, sem valorização ou aumento salarial ao longo de todo o governo Rui Costa.
O congresso aponta para um novo cenário que a cada dia piora, destruindo conquistas conseguidas com mobilizações, greves...A busca de “novos rumos políticos, terá que ser com aumento da participação da sociedade civil organizada, a solidificação de políticas públicas que resultem diretamente nos números da saúde pública, um aumento da consciência empreendedora, acesso as universidades públicas entre outras. Nem tudo o que era realidade, continuou a mudar a cara do país, agora, nós servidores públicos do Brasil, somos chamados de Parasitas, não temos reajustes a cinco anos, nossa URV é uma piada, assédio moral, doenças ocupacionais e nossa aposentadoria a cada dia um sonho distante”.
É importante frisar que dentre vários pontos dos debates o congresso destacou-se um que diz da “Campanha pela valorização dos Servidores públicos e posicionamento contrário a reforma administrativa no sentido da preservação dos direitos da categoria”, e que entre outras propostas prevê a privatização ou fechamento de empresas estatais e o avanço da terceirização no Estado com a consequente precarização do trabalho e total ausência de concurso público, por exemplo. Ou ainda o PL 22.791/2018 que autoriza o governo a nos impor um aumento da contribuição previdenciária dos servidores da ativa, aposentados e pensionistas de 12% para 14%. Além de um ataque direto a Previdência, tal medida potencializará as perdas salariais de um funcionalismo que já não recebe qualquer reajuste nos últimos anos. Na prática haverá uma redução de 2% sobre os salários dos servidores.
Como vemos há muitos desafios que somados ao o governo no Plano federal, aliás, um governo que tem se notabilizado por negar a pandemia do Sars-Covid 19, no Brasil, sem estratégia política alguma num tal desconhecimento do que seja o Brasil e toda a sua diversidade, sem Ministro de saúde, e que como presente de natal irá nos presentear com a bagatela de quase 15 milhões de desempregados, relegados a sua própria sorte, segundo os dados oficiais desse mesmo governo. A ideia é exatamente a diminuição do Estado Brasileiro no atendimento ao Cidadão ao trabalhador que é de fato o responsável por desenvolver o pais.
Por fim elegeu-se novamente para uma nova gestão frente ao SindSaúde a presidente Ivanilda Brito e um time de 29 companheiros dos diversos territórios do Estado reafirmando compromissos já firmados com a categoria, que espera-se seja de uma gestão compartilhada para vir a campo defender o trabalhador, fortalecer o SUS, fazer uma luta unificada com todas as categorias e lutar pelo concurso público. Importante também dizer que no Congresso foi apresentada uma chapa de oposição que infelizmente por não atender o regimento interno do congresso decidido em assembleias, não conseguiu formatar a sua chapa completa para que enfim o debate em defesa dos trabalhadores da saúde tivesse ainda mais vida. Temos tarefas a cumprir. Por Joilson Bergher, Trabalhador da Saúde, Delegado ao XI Congresso dos Trabalhadores da Saúde do Estado da Bahia, SindSaúde-Bahia.




Eu precisava estar vivo para ver um programa "Especial de Natal" que não fosse com os velhos clichês da Globo


Eu precisava estar vivo para ver um programa "Especial de Natal" que não fosse com os velhos clichês da Globo, com mensagens subliminares de desagregação da família, de alienação geral dos telespectadores, que não investisse contra a manutenção da nossa cultura, das nossas tradições, dos nossos sotaques, o jeito de falar de cada região... Parabéns ao Brasil Paralelo pelo nível dos 3 episódios apresentados, ressaltando a poesia, a música de qualidade e as conversas como se estivessem sentado numa sala de visitas aguardando o jantar solene de uma noite de natal. Embora pelas minhas convicções, pela minha visão de mundo não concorde com o conteúdo das conversas do episódio 3, em relação ao simbolismo entrelaçado com a história, pela deificação do jesus menino, dos pecados iminentes, em sua totalidade o programa foi de uma beleza plástica invejável, com a penumbra iluminada contrastando com os focos e luzes em profusão da ex vênus platinada... O ponto alto em todos os episódios foi a condução plena de competência e serenidade de Ernesto Lacombe e a marcante presença do pianista Alvaro Siviero executando com maestria as sinfonias de Ludwig Bethoven, Gounod e Schubert, entre outras melodias imortais. Destaco também o discurso emocionante de Caio Coppolla e Ana Paula Henken. São sinais dos tempos. As luzes estão mostrando com clareza o que antes eram trevas! Feliz Natal!

Jornalista Wilson Midlej  


ALÔ, alô, alô, alô, alô, Jequié, qual é, qual é, qual é, qual é?

O poeta, cantor e compositor Moraes Moreira, que morreu em abril de 2020 no Rio de Janeiro, cantou a cidade... “A cidade é assim a mulher e a cidade representa para mim amor e liberdade. Um mantra que nos faz pensar o que leva a existência de uma cidade, seus arquetípicos? Uma cidade é verdadeiramente histórias, memórias, alegrias, choros, desalentos, afetos. A cidade nos aproxima, nos desanima, nos responsabiliza. Importante ver que no diálogo envolvendo a República de Platão, em debate: a construção de uma cidade ideal. A politeia – a sua constituição, contra a ignorância o Ser, as injustiças e defeitos entre outras descrições desfavoráveis existentes no ser, e por extensão na cidade. A cidade ideal, por sua vez, deveria ser justa, verdadeira e harmônica, possuí características e condições de realização de afetos, por exemplo. São, entretanto, em muito contrárias à opinião comum. Jequié como um lócus-mítico-histórico, é um território, uma cidade, está descaracterizada de forma infame…culpar a quem? Jequié se recusa ou deveria não se deixar ser corrompida pela insensatez da qual nos falou Voltaire, dizia ele - “Esmagai a infâmia”. Utilizava essa narrativa bastante ao assinalar suas inúmeras correspondências. “Esmagai a infâmia!” É o fundamento implacável do pensamento de Voltaire, precursor e grande figura da filosofia das luzes, contra todo tipo de superstição, tradições sem alicerces racionais e principalmente da ignorância que levam as pessoas a atitudes irracionais. Como sabemos, entre essas várias maneiras de se comunicar, há aquelas que objetivam exclusivamente o capital, tendo como instrumento a alienação do homem e até mesmo abolindo valores éticos e racionais…" enfim, ao celebrar Jequié, acompanhada de uma crítica a relação prejudicial que se dá em consequência da produção dos projetos urbanos no contemporâneo, é possível que “Os novos espaços públicos contemporâneos, cada vez mais privatizados ou não apropriados, nos levam a repensar as relações entre urbanismo e corpo, entre o corpo urbano e o corpo do cidadão. A cidade não só deixa de ser cenário mas, mais do que isso, ela ganha corpo a partir do momento em que ela é praticada, se torna ‘outro’ corpo. Dessa relação entre o corpo do cidadão e esse ‘outro corpo urbano’ pode surgir uma outra forma de apreensão urbana e, consequentemente, de reflexão e de intervenção na cidade contemporânea”. Quem faz uma cidade, qualquer que seja ela? É isso: Jequié, qual é, qual é, qual é, qual é, qual é...? Joilson Bergher, Professor.


A ilusão do Jacu Baleado

O termo Jacu Baleado é costumaz por todas as eleições da Bahia. Se faz parte de outro meio regional não tenho ciência, mas certamente seria corriqueiro nelas.

O famoso Jacu é o cidadão que vota em quem perdeu, teoricamente um derrotado. O estigma é forte, levado à tona em todas as camadas sociais e também etárias. Não se faz seleção, apenas se observa o resultado. E sempre assim, por anos e anos e anos...

O ser humano – sem uma pesquisa formal que possa comprovar – sempre gosta de vencer. Sempre. O pejorativo, o depreciativo sempre tem força. “Se não for pra vencer, nem vai lá...”

Nesse sentido, imaginemos a campanha política daquele cidadão já marcado pelo jacu. Imaginemos aquele cidadão que gostaria de mudar, mas entre todas dificuldades têm o estígma do termo depreciativo colado à campanha.... “Vou votar em Jacu? Tá doido?”

Estamos vivendo um processo global de mudanças. Quem não vê cego é. Independente da condição física da cegueira. É um cego social. São muitas as questões sociais diferentes a cada dia. Acredito eu, termologias depreciativas como essas perderem força. Basta uma percepção maior. Basta olhar além.

Perder faz parte. Escolher independente desse resultado é grande. É supremo. É liberto. Aguardo ansioso por esse momento, sem estigmas, sem vícios. Verdadeiro.

Dimas Lelis
Ouça Podcast 0001 08.12.2019
Ouça Podcast 0002 09.12.2019
Ouça Podcast 0003 11.12.2019
Ouça Podcast 0004 12.12.2019
Ouça Podcast 0005 13.12.2019
Ouça Podcast 0006 16.12.2019
Ouça Podcast 0007 18.12.2019
Ouça Podcast 0008 19.12.2019
Ouça Podcast 0009 20.12.2019
Ouça Podcast 0010 26.12.2019
Ouça Podcast 0011 27.12.2019
Ouça Podcast 0012 30.12.2019
Ouça Podcast 0013 06.01.2020
Ouça Podcast 0014 07.01.2020
Ouça Podcast 0015 08.01.2020
Ouça Podcast 0016 09.01.2020
Ouça Podcast 0017 13.01.2020
Ouça Podcast 0018 14.01.2020
Ouça Podcast 0019 15.01.2020
Ouça Podcast 0020 23.01.2020
Ouça Podcast 0021 29.01.2020